Na quadra do mais tradicional bloco carioca é carnaval o ano todo

O recém-nascido Homem das Cavernas logo seria rebatizado como Grêmio Recreativo Cacique de Ramos em 20 de janeiro de 1961, dia de São Sebastião, padroeiro da cidade. O bloco carnavalesco oriundo de três famílias do bairro de Ramos, na Zona Leopoldina, começava, então, a desenhar sua relevante – e quase sexagenária – história na folia carioca.

Mãe Menininha do Gantois em pessoa abençoou a nova agremiação, aos pés da tamarineira em torno da qual se reuniam as rodas de sambas. Sua filha espiritual, Conceição de Souza Nascimento – mãe de Bira Presidente, chefe da tribo até hoje –, ficou responsável pela preparação religiosa dos componentes do grupo, por intermédio de preceitos e patuás.

Na voz de sua saudosa madrinha Beth Carvalho, temas de desfile do bloco – como “Coisinha do pai” (Almir Guineto, Luiz Carlos e Jorge Aragão) e “Vou festejar” (Aragão, Dida e Neoci Dias) – viraram um estrondoso sucesso nacional. As fantasias, nas cores branca, preta e vermelha, que hoje colorem o Centro do Rio no carnaval, valorizam a cultura indígena brasileira. Mas na quadra a folia rola o ano inteiro: todos os domingos tem roda de samba. E com entrada franca.

Grêmio Recreativo Cacique de Ramos
Rua Uranos, 1.326