Irmãs clarissas vivem em reclusão monástica no alto da Gávea

Primeiras religiosas a se fixarem no Brasil, vindas da região portuguesa de Évora para a Bahia nos idos de 1677, as irmãs clarissas só se estabeleceriam no Rio em 1928. Nesse ano, chegaram aqui oito monjas franciscanas provenientes da Alemanha, acolhidas, inicialmente, no Leblon, na atual Capela Santa Mônica, dos padres agostinianos. Três anos depois, seria lançada a pedra fundamental para a construção, numa colina da Gávea, do Mosteiro de Nossa Senhora dos Anjos. Na Solenidade de São José, a 19 de março do ano seguinte, celebrou-se a missa inaugural.

Antes mesmo do raiar do sol, as devotas da Ordem de Santa Clara, em clausura monástica, já entoam os louvores a Deus na Oração das Laudes, consagrando a Ele, na Liturgia das Horas, os movimentos iniciais do dia que começa. Na vocação contemplativa, um espaço maior é dedicado à meditação. As irmãs oram por toda a humanidade e, particularmente, pelos que telefonam ou escrevem pedindo preces.

As clarissas executam todos os trabalhos da casa e da horta, além da confecção de alfaias, imagens, hóstias, velas, cartões, bordados e pinturas. Só quatro estão autorizadas a deixar o claustro para ir ao mercado, farmácia ou banco. Ao interior, têm acesso apenas médicos e frades. Mas há missa pública nos domingos, às 11h. A clausura significa, para as religiosas, o jardim fechado onde escolheram viver a expe­riência do amor exclusivo a Cristo, sem nada possuir ou reter.

Mosteiro de Nossa Senhora dos Anjos
Rua do Jequitibá, 41