Espaço cultural ressignifica formas de representação das favelas

O espaço se define como uma expressão das possibilidades de afirmação da riqueza dos encontros na cidade e articula um dos eixos centrais de atuação do Observatório de Favelas: Artes e Territórios. Nessa perspectiva, o movimentado Galpão Bela Maré se volta à ressignificação das práticas sociais e das formas como as comunidades são representadas.

Há oficinas diversas, como de arquitetura e fotografia; sessões de cinema, a exemplo de “Bacurau”, filme dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, premiado no Festival de Cannes; e apresentações de música, artes plásticas e dança, à imagem de “Falar com o corpo”, uma imersão no universo das danças afro-indígenas brasileiras.

“Semana Nacional de Ciência e Tecnologia”, “Festival Periferia tem potência”, “Seminário Território Inventivo da Maré: Teoria, conceitos e metodologias”, “Roda de Conversa Mulheres Negras nas Artes Visuais” são algumas das realizações do Galpão. Seu Espaço de Leitura recebe nomes conceituados, como o neurocientista, biólogo e escritor Sidarta Ribeiro. A biblioteca, construída de modo colaborativo, acolheu publicações de editoras, instituições e pessoas físicas – e o espaço segue aceitando doações de livros de arte e cultura.

 

Galpão Bela Maré
Rua Bittencourt Sampaio, 169