Projeto seguiu modelo dos parques franceses do século XIX

Muitos que andam apressados pela Rua Camerino, quase esquina com Sacadura Cabral, nem imaginam que, a sete metros de altura, elevado por uma muralha de arrimo, está o Jardim Suspenso do Valongo. Depois de anos fechado, ele foi reaberto em 2012, com a revitalização da Zona Portuária, passando a integrar o Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana.

Esse pequeno oásis em pleno Centro do Rio de Janeiro foi projetado em 1906, como um jardim romântico, pelo paisagista Luis Rey, durante as reformas urbanísticas comandadas pelo prefeito Pereira Passos. Nos moldes dos parques franceses do século XIX, destinava-se a passeios da alta sociedade nos fins de tarde.

Após as obras do Porto Maravilha, resgatou seus traços originais de terraço rústico cercado de pedras, com mirante, cascata, área de lazer e réplicas de estátuas das divindades Minerva, Marte, Mercúrio e Ceres. Na antiga Casa da Guarda, foi instalado o Centro Cultural Pequena África, no intuito de preservar a história da região, marcada pelo comércio de escravos. Além de debates, atividades culturais e rodas de samba, o espaço conta com uma exposição permanente das peças arqueológicas descobertas durante as escavações na região.

Jardim Suspenso do Valongo
Rua Camerino, s/nº