Projeto transforma complexo comunitário em monumento turístico

Primeiro exemplar territorial e vivo em torno das memórias e tradições de comunidades no mundo, o Museu de Favela (MUF) nasceu em 2008, com a meta de transmutar o complexo do Pavão-Pavãozinho-Cantagalo em monumento turístico do Rio. O projeto, fonte de muitas teses acadêmicas, foi criado por lideranças culturais do morro, sob a perspectiva de narrar a saga de formação das favelas, da negritude e do migrante nordestino.

O território-museu é constituído por uma área de 12 hectares nas encostas do Maciço do Cantagalo e suas mais de 5.300 residências, interligadas por um gigantesco labirinto de becos e escadarias. Os 16 fundadores da ONG – entre músicos de samba e hip-hop, artistas plásticos, jornalistas, radialistas, artesãs, arquiteta e advogado – assumiram o compromisso de atuar para a transformação da vida da favela, a partir da cultura local.

Debruçado sobre paisagens deslumbrantes da Cidade Maravilhosa, o MUF, através de sua Central de Visitação Integrada, oferece uma imersão no cotidiano dos cerca de 20 mil moradores do complexo. Com duração de três horas e acompanhado por mediadores, o tour inclui uma galeria de arte a céu aberto, composta por 27 casas-telas, retratando cenas e memórias da comunidade. Também há o Circuito Eco-trilha, pela mata no topo do morro, com registros da natureza à época da construção dos primeiros barracos, em 1907.

 

Museu de Favela
Rua Alberto de Campos, 12