Trilha passa por jequitibás de 300 anos, riachos, cachoeiras e mirantes

Escondidinho, sim. E exige disposição para um percurso de 3 quilômetros em meio à Mata Atlântica. Mas a recompensa será a deslumbrante visão do Açude do Camorim, situado numa bacia natural, cercada de muito verde, entre as Serras do Quilombo e do Nogueira e o Pico do Sacarrão. É um dos símbolos do Parque Estadual da Pedra Branca e da Trilha Transcarioca.

No trajeto, que começa ao lado do centro de visitantes, pode ser observada a riqueza da flora local, com jequitibás (alguns de três séculos), ipês-amarelos e roxos, cedros, jacarandás, jacatirões e quaresminhas. O caminhante cruzará, também, por riachos, mirantes e ruínas de muros de pedras cobertas de limo, pertencentes ao aqueduto que atravessava a região de antigas fazendas coloniais.

A 435 metros acima do nível do mar, o açude tem um volume de 210 mil m3, profundidade de 18 metros e espelho d´água correspondente a um quarto do perímetro da Lagoa Rodrigo de Freitas. Construído em 1908, abastece ainda hoje parte da Zona Oeste do Rio. Para se refrescar da caminhada, há as Cachoeiras do Camorim e Véu de Noiva. E, completando o programa, uma visita à tríade de santuários do Parque: Capela de São Gonçalo do Amarante, de 1625; Igreja Nossa Senhora da Conceição e São Boaventura (1730); e Igreja de Nossa Senhora de Montserrat (1776).

 

Açude do Camorim
Estrada do Camorim, 2.118