Clube vizinho ao Rio dos Macacos recepciona também os não associados

“Esse lugar não existe”, resume o celebrado gatão Miguel Paiva sobre o Horto. Trata-se do típico não encontrar palavras para exprimir a singularidade do bairro junto ao Jardim Botânico, ao qual o “progresso”, felizmente, se esqueceu de chegar. “No alto da Rua Pacheco Leão, onde moro, toda a região é muito bonita e diferente. Ao entrarmos na comunidade que fica à esquerda de quem sobe, no meio da mata e com um rio fluindo, parece que estamos fora do Rio. Passeio por lá com meu cachorro, o Joca”, discorre o criador da personagem Radical Chic.

“É um local precioso – o preferido dos ciclistas –, ao pé da estrada de montanha da Vista Chinesa, também conhecida como Dona Castorina. Mais acima, há o Clube dos Macacos, onde nado e jogo tênis”, indica Miguel. Sob a denominação oficial de Clube 17, a agremiação foi fundada em 1964, por um grupo de engenheiros dirigentes da então Companhia Estadual de Águas da Guanabara (Cedag). A intenção era concentrar as equipes de manutenção para serviços emergenciais na cidade.

O Rio dos Macacos, que nasce na Floresta da Tijuca, corre aos fundos da área da entidade sem fins lucrativos, que colabora para a preservação ambiental via convênios com o Instituto Chico Mendes e a administração do Jardim Botânico. Além desta, a boa notícia é que o Clube aceita não associados em suas dependências, num total de 15 mil metros quadrados. Se você, como Miguel, se interessar por natação e tênis – futebol, vôlei e basquete também –, pode marcar hora para praticar e ter aulas desses esportes com professores locais.

Há um ginásio polivalente, quadras de saibro, campo de grama natural (e outro sintético) e piscina semiolímpica. E, ainda, estruturas de eventos e lazer: salão social (destinado a aniversários, casamentos, workshops e ações corporativas), churrasqueiras e playground. Rolam colônias de férias para a garotada (incluindo gincanas, oficinas, competições, recreação aquática e atividades com equipamentos especiais, como hoverkart, hover­board, slackline, laser shot e waterball), feira de artesanato e moda do Coletivo JB e até rodas de samba.

“É uma zona ótima, igualmente em termos de gastronomia. Na Rua Lopes Quintas, para tomar café da manhã ou lanchar, além das comidinhas, reina a Casa Carandaí, com adega selecionada, produtos artesanais e uma baguete sensacional. O Lorenzo Bistrô, tradição no bairro, prima pelo atendimento, o entrecôte com batatas fritas e os bons vinhos. E no também bistrô Jojö, na minha rua, onde vou sempre, o simpático ambiente na calçada, as polentinhas, ostras e arrozes, além do tinto português, são maravilhosos”, sugere Miguel. Radical chic, o Horto, hein?

Horto – junto ao Jardim Botânico