Espaço valoriza o ritmo africano e a identidade negra carioca

A Casa do Jongo da Serrinha, inaugurada pela prefeitura em 2015, faz parte da linha evolutiva das atividades do grupo musical criado naquela comunidade para preservar a manifestação artística de matriz africana. Reconhecido como Patrimônio Cultural Nacional, o jongo remonta à presença de bantus trazidos para o trabalho escravocrata nas fazendas de cana-de-açúcar e café no Sudeste do país.

A Serrinha, com mais de 100 anos de existência, representa uma das primeiras favelas do Rio e um resistente quilombo da identidade negra carioca. Na década de 1970, o grupo “Jongo da Serrinha” surgia no intuito de ensinar o ritmo originário da região do Congo-Angola às crianças do morro. E, em 2000, seus integrantes criaram uma ONG com foco no desenvolvimento socioeconômico da favela, valorizando o jongo via iniciativas de arte, cultura, educação, trabalho e renda.

Uma década e meia depois, o imóvel de 2 mil metros quadrados, cedido pelo poder municipal em Madureira, passou a sediar o vibrante centro cultural da instituição. A casa mantém estúdio de gravação voltado a artistas da periferia, biblioteca, lojas e salas multiuso de dança, música e cinema. E promove eventos à imagem das rodas de jongo mensais, exposições permanentes (contando a história do jongo e do bairro) e temporárias, oficinas de arte e fóruns de debates, atraindo visitantes de todos os cantos do mundo.

 

Casa do Jongo da Serrinha
Rua Compositor Silas de Oliveira, 101