Cobertura do Teatro de Arena fez do bairro o pioneiro das Lonas Culturais

Fundado em 1958, o Teatro de Arena de Campo Grande virou a Lona Cultural Elza Osborne em 1993, tornando-se o no 1 desse projeto de atividades artísticas mantido pela prefeitura em diversos pontos do Rio. O bairro recebeu a primeira das coberturas dos centros de debates de ONGs durante a realização na cidade da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Eco-92), no ano anterior.

O nome homenageia uma das primeiras engenheiras a integrar a equipe de funcionários do então Distrito Federal, responsável por supervisionar a área rural de Deodoro à Santa Cruz – e pela construção do Teatro de Arena. Depois de muitos anos desativado, uma nova administração lançou, em 1986, a campanha “Cubra o Arena e descubra nossa arte”, visando à doação de uma lona de circo para o local.

Até que, atendendo a solicitações de grupos artísticos, o poder municipal iniciou por Campo Grande o projeto piloto de reaproveitamento de estruturas usadas na ECO-92 como espaços culturais no subúrbio carioca. Desde então, a Lona Elza Osborne, com capacidade para 400 pessoas, vem programando shows de nomes da MPB e do Pop Rock nacional – e internacional também, como o guitarrista Stanley Jordan –, espetáculos teatrais e de dança, exposições de artes visuais, feiras de artesanato, oficinas e cursos. E sob a chancela da Unesco, por sua relevância cultural.

 

Lona Cultural Elza Osborne
Estrada Rio do A, 220