Atividades abraçam o ideal do compositor de avanço social pela arte

A origem humilde e a escolaridade incompleta não impediram o autor de “As rosas não falam” de escrever alguns dos mais refinados versos da música brasileira. A obra de Angenor de Oliveira, seu nome de batismo, foi o ponto de partida para a criação, em 2001, do Centro Cultural Cartola na Mangueira, onde residiu o compositor. Aos netos Pedro Paulo e Nilcemar juntaram-se artistas, produtores e intelectuais dispostos a levar adiante o ideal de Cartola de estimular o desenvolvimento socioeducacional na comunidade.

Ninguém melhor que ele, que trabalhou como pedreiro e lavador de carros até se tornar um expoente da MPB, para expressar a inserção na sociedade e construção da cidadania através da cultura. Sob essa ótica, o Centro abriga ambientes com exposições permanentes e temporárias do legado do mestre e de outros sambistas, auditórios, espaços de cinema e vídeo, biblioteca, livraria e salas de aula, onde são ministrados seminários, cursos e oficinas de música, teatro, dança, artes plásticas e rodas de leitura.

As atividades, distribuídas por faixas etárias – de crianças à terceira idade –, incluem projetos como “Educação artística orquestra de violinos”, “Educação sexual e cidadania”, “Inclusão digital”, “Psicologia social” e “Arca das letras” (campanha de doação de livros para quilombos). Há, ainda, o Centro de Referência de Pesquisa do Samba que, desde 2009, passou a ser apoiado pelo Iphan como pontão de memória do ritmo musical carioca.

 

Centro Cultural Cartola
Rua Visconde de Niterói, 1.296