Esfirras fofinhas e quibes suculentos no Centro da cidade

A Padaria Bassil é parada obrigatória no Centro da cidade para quem aprecia a culinária árabe. A famosa esfirra, com recheio de carne ricamente temperado, assada no forno à lenha e fofinha que só ela faz sucesso na Saara, há mais de 100 anos. A do tipo aberta, com massa levemente folhada, também tem boa saída.

O quibe, com a primeira camada crocante e a parte de dentro suculenta, divide — ou soma-se — a preferência dos fregueses, que o consome no balcão, regado a molhos de pimenta e suco de limão. Eles têm ainda a opção de levar para a casa os típicos pães árabes, também vendidos a vários restaurantes; as pastas homus tahine (de grão de bico), e babaganuche (de berinjela);
e a coalhada seca, todas vendidas a peso.

A casa foi aberta pelo libanês Tufi Bassil em 1913, época em que a região era ocupada principalmente por comerciantes árabes e judeus. Iran José, hoje à frente do negócio ao lado de Hugo Martins, garante que a receita da esfirra segue a mesma preparada pelo avô — e o forno à lenha só é apagado de quatro em quatro anos, quando passa por reforma. De acordo com a tradição libanesa, fotos de diferentes gerações dos Bassil e do fundador da padaria decoram o ambiente, além de recortes de jornal com matérias sobre o lugar e vitórias do glorioso Botafogo.

As paredes do interior do casarão centenário, revestidas de azulejos preto e branco, são resultado de uma aposta feita entre Garrincha, que era seu assíduo frequentador, e Jordan, jogador do Flamengo. Quem ganhasse a partida decisiva do campeonato de 1962 pagaria a colocação dos ladrilhos, que deveriam então receber as cores do time vencedor. “E o Botafogo levou o troféu pelo placar de 3 x 0, com todos os gols feitos pelo Mané”, lembra Iran.

Padaria Bassil
Segunda a sexta, das 7h às 18h
Sábado, das 7 às 14h
Rua Senhor dos Passos, 235 – Centro
Tel: (21) 3970-1673