Galpão monumental para aeróstatos é um dos últimos no mundo

Após uma dúzia de bem-sucedidas viagens transatlânticas do LZ 127 Graf Zeppelin entre Alemanha e Brasil, no início da década de 1930, a fabricante e operadora germânica Luftschiffbau-Zeppelin GmbH obteve autorização do governo para edificar, no patropi, uma base com instalações adequadas à ancoragem de suas aeronaves.

Estudos de clima, direção e velocidade dos ventos e possibilidades de acesso por modais terrestres, feitos por técnicos da empresa, indicaram como local apropriado uma área junto à Baía de Sepetiba, em Santa Cruz. No então recém-construído aeroporto, inaugurou-se em 1936, na presença do presidente Getúlio Vargas, o espaço que ficaria conhecido por Hangar do Zeppelin. E, também, ativou-se uma linha regular com os dirigíveis – de dimensões comparáveis às de navios –, ligando Frankfurt ao Rio.

A partir da eclosão da Segunda Guerra, o aeroporto foi expropriado e transformado na Base Aérea de Santa Cruz, em 1941. E o monumental hangar – tombado pelo Iphan em 1988 – remanesce como um dos últimos exemplares para dirigíveis preservados no mundo e, claro, um ícone da Força Aérea Brasileira (FAB), que o utiliza até hoje para manutenção de aeronaves. Vale agendar uma visita ao local, muito procurado por arquitetos, por constituir uma referência de projeto dos anos 1930.

Hangar do Zeppelin
Rua do Império, s/nº