Instituição preserva a memória do ensino da História da Arte Brasileira

A gênese do Museu Dom João VI vem de muito longe. Em 1816, a Missão Francesa contratada pelo rei levou ao surgimento da Academia Imperial de Belas Artes, nas proximidades da atual Praça Tiradentes. Dali, em 1908, sob a nova designação de Escola Nacional de Belas Artes, foi transferida para a Avenida Rio Branco, na edificação onde, a partir de 1937, começaria a funcionar o museu homônimo (MNBA). Este passou a cuidar da maior parte do conjunto de obras de arte acumulado até então.

Em 1975, a Escola migrou para um prédio exemplar da arquitetura moderna no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), à qual se incorporara. Quatro anos mais tarde, o acervo, que continuou sob a sua guarda, seria sistematizado, transformando-se no Museu Dom João VI. Segundo a professora Marize Malta, da Coordenação do Setor de Memória e Patrimônio, ele “tem uma proposta inovadora, pois é uma reserva técnica aberta, ou uma reserva técnica exibida, como chamamos, com tudo exposto – exceto o papel, por sua fragilidade.”

Ao longo do tempo, o conjunto vindo do século XIX foi enriquecido, reunindo-se em dois grupos principais: o Acervo Didático e a Coleção Ferreira das Neves. São quadros, gravuras, esculturas, desenhos, fotografias, porcelanas, vitrais, moedas e medalhas, além de uma vasta biblioteca com obras raras e arquivos documentais que reconstituem a trajetória da instituição. No momento, essa biblioteca se encontra em obras, devido ao incêndio que danificou parte da infraestrutura física – preservando-se, felizmente, intacto o acervo.

 

Museu Dom João VI
Avenida Pedro Calmon, 550