Antiga chácara preserva a identidade cultural do bucólico bairro carioca

A “Torre de Gaudí”, inspirada na obra do famoso arquiteto do modernismo catalão Antoni Gaudí, salta aos olhos. Ela e o sobrado em estilo eclético de fins do século XIX compõem as edificações principais da Casa de Artes Paquetá. O projeto se dedica à preservação e revitalização da Ilha e seu acervo cultural e natural, através de uma ação de desenvolvimento sustentável, valorizando identidade, história e arquitetura do bucólico bairro carioca.

A chácara fora adquirida, na primeira metade do século passado, por Ormy Toledo, a autora da Torre, que nela promovia saraus com Pixinguinha, Radamés Gnatalli, Lamartine Babo, Orestes Barbosa, Sílvio Caldas, entre outros grandes músicos. Após um amplo processo de restauro, começou a receber, a partir de 1999, apresentações de músicas erudita e popular (já passaram por lá Guinga, Moacyr Luz e Elton Medeiros, por exemplo), festivais, exposições, sessões de filmes, oficinas e mesas literárias. A biblioteca reúne um importante acervo de livros relacionados a arte e cultura em geral,

No quintal, funciona o Arte & Gula Café. Para beliscar, pastel Villegaignon (em homenagem ao fundador da França Antártica, cujo cosmógrafo, André Thevet, descobrira a ilha em 1555), que leva camarões temperados à moda da Henriett, cozinheira do oficial, com óleo de coco e amêndoas. Na ala “sustança”, pratos com nomes curiosos, como “Nessas noites olorosas”, em referência aos versos da canção “Luar de Paquetá (peito de frango grelhado com mostarda e molho funghi) e “A moreninha conquistou dr. Augusto” (escondidinho de carne seca com creme de aipim).

Casa de Artes Paquetá
Praça de São Roque, 31