Acervo originado no início do século XIX reconta a evolução do planeta

A gênese do Museu da Geodiversidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) evoca a formação de um acervo histórico-científico iniciada com a vinda da Corte portuguesa para o Brasil. Já em 1810, a coleção de materiais trazida por D. João levaria à fundação do Gabinete Mineralógico da Academia Real Militar.

Mais tarde, o conjunto passou a fazer parte do Museu de Mineralogia da UFRJ. Em homenagem aos 50 anos da criação do primeiro curso de geologia do Rio, em 2008, ele se transformou no Museu da Geodiversidade. O acervo guarda preciosidades incríveis – 20 mil exemplares de rochas, minerais, fósseis, documentos, artefatos científicos e reconstituições de animais extintos –, que recontam a evolução da Terra.

Os visitantes podem percorrer as modernas instalações – a exemplo das que mostram a erupção de um vulcão e reproduzem os efeitos de um terremoto, com a orientação de guias. Destaca-se, também, uma amostra de ferro bandado oriundo da Groenlândia, com cerca de 3,8 bilhões de anos, representando parte da evidência mais antiga de existência de vida no planeta. O Museu organiza, ainda, exposições como “O jardim do tempo profundo”, em que uma área arborizada e florida serviu à contemplação de rochas e vegetações de diferentes eras.

 

Museu da Geodiversidade
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Avenida Athos da Silveira Ramos, 274