Unidade atendia ao fluxo das tropas no início do século XX

Mil novecentos e dez não marcaria apenas a conquista do campeonato carioca de futebol pelo Botafogo. Foi o ano também da abertura da Estação Ferroviária da Vila Militar. A denominação da nova gare seria explicada por Max Vasconcellos, encarregado de escrever o histórico das vias férreas brasileiras: “Chega o trem à Vila Militar, onde o passageiro observa as amplas, modernas e confortáveis construções para aquartelamento de tropas da guarnição militar do Rio de Janeiro.”

Hoje, ali funciona a estação do trem metropolitano da Supervia, conservando-se o antigo prédio. Sua imponente arquitetura – inspirada nos tradicionais modelos ingleses e remetendo a um castelo fortificado – se destacava então na paisagem da recém-criada Vila Militar. O bairro se estruturaria nas terras do Engenho Sapopemba e da Fazenda Gericinó, arrematadas em leilão pelo Banco do Brasil no início do século XX.

A estação surgiu num período que precedeu à eclosão da Primeira Guerra Mundial, em que as ferrovias recebiam vultosos empréstimos externos e se beneficiavam da importação de equipamentos e acessórios, em razão da estabilidade do câmbio. Ela atendia, assim, ao embarque e desembarque das tropas militares e materiais bélicos e ao crescente aumento populacional da região, em decorrência da abertura de novas vias a partir do loteamento das antigas propriedades agrícolas.

Estação Ferroviária da Vila Militar
Rua São Pedro de Alcântara, s/nº