Replantio de morros gerou a unidade de conservação em área residencial

Aves como beija-flor, juriti, saíra, gavião-carijó e tiriba – em meio a orquídeas, bromélias, figueiras, ipês-amarelos, embaúbas e cedros-brancos – estão sempre colorindo a Reserva Florestal do Grajaú. A unidade de conservação, desde a encosta nordeste da Serra dos Três Rios até os limites do Parque Nacional da Tijuca, deve a sua criação a um pleito dos moradores.

A área de 55 hectares fora transferida por uma imobiliária ao governo do estado, como pagamento de dívidas, em 1975. Três anos depois, iniciou-se um processo de reflorestamento dos morros vizinhos, que sofriam constantes deslizamentos, colocando em risco a zona residencial. Nascia, assim, a reserva, que tem como ponto alto a formação piramidal da Pedra do Andaraí (também chamada de Pico do Perdido e Pico do Papagaio), com 444 metros de altitude – e imã para os praticantes do montanhismo.

Na base do maciço, acessada por um percurso leve que pode ser feito com crianças, uma passagem conduz aos paredões de escalada. A partir dali, uma das outras trilhas existentes leva ao topo da Pedra, de onde se avistam a Baía de Guanabara, Niterói e até a Serra dos Órgãos. A unidade oferece, também, parquinho infantil, espaços destinados a esportes, recreação e piqueniques (com mesas e banquinhos) e um revigorante banho de cachoeira.

 

Reserva Florestal do Grajaú
Rua Comendador Martinelli, 742