Organização ligada à Unesco entesoura obras raras desde o século XIX

Única instituição pública federal dedicada ao desenvolvimento e à execução de programas de estudo, pesquisa, documentação e difusão relacionados ao tema no país, o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) entesoura cerca de 17 mil objetos, 130 mil itens bibliográficos e 70 mil produções audiovisuais.

Instalado num conjunto arquitetônico tombado pelo Iphan, o CNFCP derivou de uma diretriz pós-Segunda Guerra da Unesco, no sentido da adoção de mecanismos para registrar e preservar tradições ameaçadas de desaparecer do mapa-múndi, segundo análises do órgão da ONU. Ligada a ele, surgiria em 1947 a Comissão Nacional de Folclore. Já sob a atual nomenclatura, a instituição passou, em 2003, ao âmbito do Iphan.

Entre os acervos, o Museu de Folclore Edison Carneiro, Galeria Mestre Vitalino (reservado a mostras temáticas de média duração) e Sala do Artista Popular, voltada a exposições curtas, para comercialização de produtos de comunidades artesanais. Outro valioso patrimônio é a Biblioteca Amadeu Amaral, uma das maiores da América Latina no gênero, incluindo obras raras nacionais e estrangeiras desde o século XIX, com títulos sobre o romanceiro e o cancioneiro medievais, modinhas brasileiras e relatos de viajantes. Lá, podem ainda ser adquiridos livros, CDs, catálogos e cartões-postais.

 

Centro Nacional de Folclore
e Cultura Popular
Rua do Catete, 179