Escavações redefiniram o uso do imóvel como museu-sítio arqueológico

Uma das unidades de produção da Real Fábrica de Pólvora da Lagoa Rodrigo de Freitas, entre 1809 e 1831, a Casa dos Pilões exerceu um papel central para a segurança do Império do Brasil. Em 1984, escavações no local redefiniram o uso do imóvel como museu-sítio arqueológico, mantendo-se uma exposição permanente com os objetos e fragmentos encontrados.

A edificação, que fica dentro do Jardim Botânico, é uma relíquia da arquitetura e de técnicas construtivas do período colonial, em que se destacam o madeiramento de esquadrias, vergas e contraventamentos das janelas e da estrutura do telhado. No interior, as paredes foram deixadas sem o reboco, como um registro do trabalho de prospecção efetuado.

Uma maquete simula o funcionamento da Oficina do Moinho dos Pilões, onde ocorria a etapa mais perigosa da produção do explosivo, que abastecia todo o mercado nacional: a compactação da pólvora para os armamentos de defesa. Ao redor da casa, existem pedras – inclusive uma enorme peça em formato de roda – pertencentes ao antigo engenho de moagem.

 

Casa dos Pilões
Rua Jardim Botânico, 1.008