Igrejinha que batizou o bairro teve hino gravado por Maria Bethânia

A inauguração da Paróquia de São Conrado, em 1916, foi o ponto de largada para a urbanização do então despovoado bairro carioca. O comendador Conrado Jacob de Niemeyer erigiu a singela capelinha, com traços neoclássicos, nas cercanias de sua fazenda, a fim de que a esposa pudesse rezar perto de casa.

Uma imagem barroca do século XVIII, esculpida em madeira, do bispo São Conrado de Constance, veio diretamente da Alemanha para compor o altar. O nobre comendador, educado e ordenado na Suíça, reverteu todos os seus bens para a construção de escolas e hospitais, ficando conhecido por realizar milagres em favor dos pobres. Logo, a igrejinha começaria a ser frequentada pelos sitiantes das adjacências, que passaram a chamar a praia da então Pedra da Gávea de praia de São Conrado.

Por situar-se em um outeiro, ela figurava nas cartas de navegação como referência às embarcações dirigidas ao porto do Rio. Em meados de 1940, foi doada à Arquidiocese da cidade e, sob a égide de Dom Jaime Câmara, transformada em paróquia. Hoje, da construção original, destacam-se o relógio francês na fachada, a pia batismal em mármore italiano e os vitrais belgas. A paróquia teve até seu hino, “Pequena canção para São Conrado”, gravado por sua frequentadora mais ilustre, a cantora Maria Bethânia, moradora do bairro desde os anos 1970.

Paróquia São Conrado
Estrada da Gávea, 904