Ambientes contemporâneos abrigam peças, shows, mostras e entrevistas

Antigo lar do general Mendes de Moraes – prefeito do Rio de 1947 a 1951 –, o Solar Botafogo esteve desocupado por longo tempo. Erguido em princípios do século passado, no terreno da antiga Fazenda São Clemente, o casarão foi arrematado pelo ator Leonardo Franco em 2001. E, cinco anos depois, transformou-se num badalado centro cultural.

O ator chegou a ser agraciado com o Prêmio Shell 2007, na Categoria Especial, pela construção do espaço. Um grupo de arquitetos ficou responsável pelas ambientações da nova estrutura, sob a perspectiva de torná-la em si uma mostra permanente de decoração de interiores. Chicô Gouvêa, por exemplo, assina o café-concerto. O local tem dois núcleos para apresentações: o teatro, sua sala principal, e o intimista Espaço II, que contabilizam juntos um número superior a 200 produções no decorrer desses 14 anos.

No período, mais de um milhão de pessoas visitaram o Solar, seja para assistir a peças (entre elas “Um porto para Elizabeth Bishop”), shows – a exemplo dos de Ney Matogrosso, João Bosco, Zélia Duncan, Maria Gadú e Paulinho Moska –, exposições na Galeria de Arte Vertical ou o ciclo de entrevistas com nomes da cena brasileira, como Marília Pêra, Camila Amado, Manoel Carlos, Nathalia Thimberg e Irene Ravache. Já a sala multiuso Teto Solar pode ser locada para a realização dos mais variados eventos.

 

Solar Botafogo
Rua General Polidoro, 180