Excêntrica Casa Villiot abriga biblioteca pública há quase nove décadas

Era uma casa muito engraçada. Tanto que ao fim da construção, em 1929, recebeu o epíteto de a “casa sem janelas”, devido aos seus excêntricos traços, assemelhados aos de uma fortaleza. Mas desde que se transformou, 25 anos depois, na Biblioteca Escolar Municipal de Copacabana, hoje Biblioteca Municipal Carlos Drummond de Andrade, atende também pelo apelido carinhoso de “Bem de Copacabana”.

Projetada por Antônio Virzi, importante arquiteto do início do século passado, a edificação de pedras ficaria conhecida também como Casa Villiot, por ser a residência do engenheiro Victor Villiot Martins. Suas formas geométricas inusitadas e a volumetria escalonada, unidas a elementos art déco, lhe renderam, à época, a fama de uma das mais arrojadas propostas arquitetônicas do país.

O imóvel, tombado pelo Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural, surpreende igualmente no lado de dentro, em ambientes labirínticos e coloridíssimos. No térreo, fica o espaço reservado ao público infantil, com mesinhas, cadeiras, estantes repletas de livros, brinquedos e objetos lúdicos. No andar superior, onde se encontram títulos de literatura geral, um cantinho especial é dedicado à obra de Drummond. Entre os vários corredores, chama a atenção a “Arte na banheira”. Como o nome sugere, uma exposição de livros espalhados pelas paredes de uma grande cuba de banho.

 

Biblioteca Municipal Carlos Drummond de Andrade
Rua Sá Ferreira, 80