Espaço cênico tombado pelo Inepac é referência cultural e arquitetônica

Projeto do corbusiano Affonso Eduardo Reidy – autor também do traçado do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM) – e jardins de Burle Marx. Com assinaturas desse porte, o Teatro Armando Gonzaga, que abriu suas portas no ano de 1954 e ocupa todo um quarteirão, foi tombado pelo Instituto Estadual de Patrimônio Cultural (Inepac) em 1989. Ele integrou uma iniciativa pública no sentido de levar cultura aos subúrbios do Rio.

A edificação – onde se sobressai uma laje contínua, com frente e fundos mais altos que a parte central, formando um corpo que parece em suspensão – é um exemplar da arquitetura moderna da cidade. Resultante da intercessão de dois trapézios, a volumetria culmina na cobertura borboleta, característica do movimento. A composição entre arte e arquitetura, típica das obras de Reidy, está presente nos bonitos painéis laterais, concebidos pelo muralista Paulo Werneck e também tombados pelo Inepac.

Com auditório para 300 espectadores, o espaço – que homenageia o jornalista e dramaturgo carioca Armando Gonzaga – desempenha um papel protagonista no estímulo cultural da região e arredores. Além da montagem de espetáculos, há a Escola de Dança, um núcleo avançado da Escola de Música Villa-Lobos e cursos de teatro para adultos e crianças. Ligada hoje à Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj), por lá passaram peças famosas, como “Um edifício chamado 200”, de Paulo Pontes, e “Dois perdidos numa noite suja”, de Plínio Marcos.

 

Teatro Armando Gonzaga
Avenida General Oswaldo Cordeiro de Farias, 511