Projeto premiado nasceu da limpeza de uma área de lixão na favela

Ganha uma mudinha de manjericão quem já tiver pisado no Parque Sitiê. O projeto se originou de uma horta comunitária criada a partir da limpeza, por iniciativa dos próprios moradores, de uma área de lixão na favela em 2005. E transbordou para o asfalto.

Parte das 16 toneladas de entulhos acumulados ao longo de duas décadas foi empregada na construção do ecoparque. Com o suporte da Fundação Getulio Vargas (FGV) e do Arq.Futuro, a unidade ganhou um conselho e um estatuto, que organizam suas ações e os investimentos para manutenção. Apoiado pela BrazilFoundation, ele se tornou um espaço de lazer, educação ambiental e atividades artísticas.

Em 2014, o Sitiê recebeu nos Estados Unidos o Prêmio SEED (Projeto Socioeconômico e Ambiental, na sigla em inglês), que distingue iniciativas de interesse público aliadas a design arrojado. Dois anos depois, adquiriu status oficial da Secretaria Municipal de Meio Ambiente como um modelo de parque urbano. Recebeu também, como a primeira agrofloresta do Rio de Janeiro, a classificação de locais onde trechos de mata nativa se intercalam com terrenos cultivados. O parque funciona, ainda, como ágora digital, para deliberação sobre questões da comunidade dá acesso ao Caminho do Céu, que leva ao pico do Morro Dois Irmãos – um visual arrebatador.

Parque Sitiê
Avenida Presidente João Goulart, 825