Pipeiros encontram em diferentes bairros espaços para o passatempo

Criadas há 120 anos a.C. e trazidas ao Brasil pelos portugueses no período da colonização, as pipas são um passatempo simples e barato que atravessa gerações e permanece como parte da cultura dos bairros cariocas. Um dos locais mais tradicionais para praticar a atividade fica na Serra Alta, em Campo Grande. Uma área que seria destinada para loteamento e teve o processo embargado na Justiça se tornou o destino mais popular entre pipeiros do Rio. Lá acontecem, aos fins de semana, festivais de pipa gratuitos que reúnem entre 50 e 100 pessoas de todas as idades.

Figura icônica desse meio, Mauro Pipeiro explica que o público vai muito além de crianças e adolescentes, sendo composto também por médicos, dentistas, advogados, oficiais e empresários. “Pipa move paixões. Nos festivais, reúnem-se gerações. Especificamente na Serra Alta, acontece o Festival de Pipas Rio x SP, que junta pipeiros dos dois estados. A edição de 2014 aglutinou aproximadamente 15 mil pessoas”, conta.

Bairros como Abolição, Água Santa, Maria da Graça, Cachambi, Inhaúma e Marechal Hermes também promovem festivais aos sábados e domingos. E até mesmo campus de universidade vira território para empinar os papagaios de papel – caso da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, cujo espaço a céu aberto é ideal para que os praticantes alcancem os céus.

Segundo Mauro, outro canto da cidade muito frequentado pela turma da pipa é o bairro de Gericinó, situado entre Bangu e Mesquita, na Zona Oeste. Na região, há uma área de preservação ambiental, de propriedade do governo federal, em que, pelo menos uma vez ao mês, pessoas de diferentes partes da cidade se reúnem para curtir o passatempo. Já na Zona Sul, a opção ideal está no Aterro do Flamengo, especialmente às sextas, a partir das 18h, e aos domingos, durante todo o dia.

Pipeiros
Estrada Serra Alta, 1322 – Campo Grande
Aterro do Flamengo
APA do Gericinó
Contato Mauro Pipeiro
Tel: (21) 96974-8665