Instituto capacita contadores de histórias para crianças hospitalizadas

Levar um pouco de alegria ao duro cotidiano de crianças hospitalizadas é a nobre missão do Instituto Rio de Histórias. O projeto capacita e treina voluntários para atuar em 23 casas de saúde parceiras. No Rio de Janeiro desde 2005, a entidade faz parte da rede Viva e Deixe Viver, presente em outros seis estados.

Só aqui, já atendeu mais de 165 mil crianças e adolescentes e formou na faixa de 1.500 voluntários contadores de histórias. Estes, atualmente, somam 160 pessoas, distribuídas nos hospitais parceiros, além dos 30 fazedores de histórias – oficineiros, palestrantes, médicos, terapeutas, escritores e músicos.

São 15 hospitais da rede pública (municipal, estadual e federal) e oito da rede privada, nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Nova Iguaçu e Caxias. Regina Porto, a fundadora do projeto, destaca a missão de todos os envolvidos. “É um exercício de cidadania, mostrando a possibilidade de construir ou transformar vidas. Nossos contadores e fazedores de histórias contribuem para um mundo mais digno, em especial para essas crianças.”

O Instituto Rio de Histórias abre inscrições anualmente no mês de dezembro para 100 novos voluntários. O interessado precisa ter, no mínimo, 18 anos e passar por um processo de seleção e treinamento durante seis meses, em auditórios e salas cedidas pela Universidade Estácio de Sá. A programação engloba palestras sobre o funcionamento do Instituto, voluntariado, humanização, espaço hospitalar, literatura infantil e oficinas de contação de histórias, além de estágio nos hospitais parceiros. Depois de formado, submete-se à capacitação constante e doa como voluntário pelo menos duas horas por semana em um hospital da rede credenciada pelo Instituto.

Instituto Rio de Histórias
Informações: http://www.vivaedeixeviver.org.br/rede-viva/rio-de-janeiro