Obras referentes à laranja — cultivo que marcou a ocupação do bairro — são o destaque

A partir de 1993, a Cidade Maravilhosa começou a receber as intervenções do Rio-Cidade, programa voltado à revitalização dos bairros. No de Campo Grande — o mais populoso do município, com mais de 330 mil habitantes, e cuja ocupação remonta a 1603, por intermédio do trabalho dos jesuítas —, o escritório do arquiteto Nilton Montarroyos concebeu um projeto de valorização da história local. Para tanto, criou esculturas que proporcionassem aos moradores e seus visitantes um resgate do passado rural da região.

Sob esta perspectiva, de forma a demarcar o ponto inicial do bairro, instalaram-se três estruturas remetendo a palmeiras, que ornamentavam as entradas das sedes das fazendas então existentes. Foram implantadas, também, obras que fazem referência à laranja — cujo cultivo se destacou na ocupação de Campo Grande no século 20 — em pontos estratégicos, como a Avenida Cesário de Melo, trajeto para o centro do bairro.

Nas proximidades da estação de trem, foi construído um chafariz, composto por um conjunto de lâminas curvas na cor laranja e um único jorro de água — lançado a uma estrutura semelhante a um copo, à imagem da fruta fornecendo o suco. Já o trecho entre a estação ferroviária e a Cesário de Melo ganhou um calçadão ornado por três peças: o Arco Íris, em estrutura metálica; a Broca, uma grande espiral que simula perfurar o pavimento; e um relógio em modelo antigo, com marcadores em algarismos romanos.

O bairro ostenta, ainda, uma pirâmide em aço laminado. Ao longo do tempo, essas peças receberam algumas pinturas pelo desgaste natural dos materiais. Nenhuma, entretanto, foi pichada ou danificada, evidenciando que a valorização histórica conta muito para os moradores.

Esculturas de Campo Grande
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